Colonização linguística, uma praga

O galego e a decadência institucional a nível político e linguístico poderiam ser objeto de demoradas considerações, suficientes para elaborar um livro. O curioso e vergonhento é ler como até membros da Academia Gallega, demonstrando um exercício de liberdade e decência, decidem denunciar o evidente. Isto é, a manipulação e abuso de poder exercidos pelos organismos normativizadores da língua galega desde há décadas.

Cumpre deixar neste blogue mais um exemplo de denúncia ante a injustiça, ante o brinquedo que é o galego para os hipócritas que vivem dele e que se nutrem das subvenções enquanto o deixam morrer de inanição. Bem o sabia e o anunciava Carvalho Calero… Obrigado pela honestidade, caro Axeitos:

https://www.nosdiario.gal/opinion/xose-luis-axeitos/cousas-da-academia-viii-abrazo-historico/20201207075503110904.html

Galego fácil, o galego em castelhano

A escrita do galego que promove a Junta da Galiza, em concordância com a Academia Gallega, toma como base o castelhano. Isto longe de ser discutível, é um facto mais do que assente. A dissolução do galego no castelhano desde as instituições está em andamento desde a década de oitenta e as ideias que servem como escudo ante esta atrocidade linguística é:

– Língua que há que saber = castelhano.
– Se o povo sabe castelhano, o galego deve tomar este como referente à hora de se escrever.
– É mais fácil ensinar galego se tomarmos como base uma língua que tem de saber o povo, o castelhano.
– O povo galego é incapaz de escrever na sua língua se este tem uma norma de seu, deixando o castelhano para um lado.
– O galego é uma língua de Espanha, antes castelhano do que português.

Alguma destas ideias foi pronunciada por membros de Instituto da Lingua Galega no seu momento. Que podemos tirar em conclusão destas genialidades?

– O galego é uma língua de segunda, o importante é o castelhano.
– O galego não tem direito a ter uma norma não subjugada ao castelhano por teimas dos normativizadores, cuja ideologia/identidade está colocada no púlpito de Espanha e não com os pés na terra e o coração na Galiza. É dizer, que quem manda e ordena não quer nada bom para o galego, pois através da sua óptica filtra o que o povo completo deve acatar. E esta, longe dos caminhos filológicos, alicerça-se em ideias individuais e preconceitos vários.
– As galegas e galegos são ignorantes incapazes de aprenderem a sua língua própria sem recorrer ao castelhano, mas depois têm aulas de francês ou inglês, entre outras, cujas ortografias e gramáticas distam muito das do castelhano. Será que os que estabelecem as normativas têm amores grandes à língua de Cervantes e deixam de lado a própria, a que supostamente deveriam defender? Se as autoridades linguísticas seguem o mesmo caminho das políticas linguicidas espanholas, u-lo futuro do galego? Que sentido tem seguir as ordens destas autoridades que restam valor ao património que deveriam defender?
– Parece ser que o galego tem de tomar como referente o castelhano, a língua que o está a fazer desaparecer e cuja hibridação tem como resultado uma dialetalização nesta segunda língua. Desde um ponto de vista sociolinguístico a proposta mantida pela Academia Gallega é absolutamente contraditória. Defender sob a dialetização e a secundarização da nossa língua? Fazer escolhas que todos temos de obedecer tomando como referente o castelhano e fugindo de soluções comuns ao resto do nosso romance?
– O ódio ao português e a Portugal ante uma história de separação secular do ponto de vista político faz que a opressão por parte da Velha e da Nova Castela fique numa posição próxima à santidade. Será que é melhor odiar a quem se separou de nós mais do que os que nos “domaram e castraram”? Quem atinge os lugares hegemónico-institucionais está mais próximo do colonizado que quer converter a sociedade numa extensão da sua extinção como nativo numa identificação forânea e defensora de valores externos ou existe outra opção? O ódio ao próximo no cultural e linguístico é compatível com a adoração do estrangeiro colonizador e explica o porquê das escolhas linguísticas no referente ao léxico, ortográfico etc.

Em definitiva, o galego fácil tem demonstrado nas últimas décadas que só é capaz de reforçar a depauperização da nossa língua, a sua dialetalização no castelhano. Se a isto somamos as políticas linguicidas do governo com a proibição das ciências em galego e outras genialidades, só podemos concluir que, ainda que a transmissão entre gerações esteja a falhar, os demais pontos que deveriam somar para o galego não se perder estão a atuar em sentido contrário. Cumpre mudar os maus hábitos abrindo novos caminhos, cumpre experimentar antes do que manter rotinas devastadoras. O único caminho é mudar as políticas linguicidas e alterar ou mudar as instituições linguísticas para fazermos mudanças relevantes que nos permitam recuperar o galego. Menos galego fácil e mais galego nosso, com a dificuldade que é aprender mais uma língua, nem fácil nem difícil, nosso.

Desnormalizar o castrapo, uma tarefa

A sociedade galega, imersa no Estado espanhol, só recebe o “input” do castelhano, causando grandes problemas de substituição lexical, morfológica e sintática. As formas castelhanas ou coincidentes com o castelhano são as únicas que se acabam por transmitir, causando um enorme deterioro. A única forma de abrir um caminho diferente, é fazer uso das formas do nosso romance extranacionais, é dizer, de tomarmos como modelo a nossa língua e não a que a está a substituir.

Palavras como “guantes”, “palomitas”, “carretera” etc. são cada vez mais e mais frequentes. A perda de transmissão linguística, a incompetência das autoridades legisladoras da palavra, as políticas de anormalização e censura convocadas desde o poder político, entre outras coisas, estão a acelerar o processo de depauperamento, que cada vez é mais acusado, do galego. Abrir um segundo caminho, que favoreça a imersão na língua própria através das suas variantes, é o jeito de normalizar palavras galegas que cada vez se ouvem menos e que são cada vez mais estranhas a ouvidos do povo galego.

O castelhano e as instituições linguísticas galegas, que nos levam para uma total confluência com este, salvo determinados diferencialismos que eles acham “identitários” do povo galego, estão a resultar altamente prejudiciais. As ideologias e identitarismos têm de ficar fora do âmbito filológico. O estudo da situação sociolinguística não oferece outra saída se não é a volta às origens, de mãos dadas com Portugal, Brasil e o resto de comunidades que utilizam a nossa língua pelo mundo em diante.

Podemos viver com diferencialismos, o que não podemos é construir sobre eles e uma língua estrangeira, pois favorece o substituição linguística e a desaparição do galego. Não faz mal utilizar “luvas”, “pipocas” ou “estrada”, também não é mau utilizar “passeio”, “doente”, “portagem”, “achar” e um longo etc. Isto seria focar a atenção no que mais fácil solução tem, depois viria a questão morfológica. Onde se preferenciam “seguridade” e não “segurança”, “tarxeta” e não “cartão” etc. E, finalmente, e pode que o mais importante, a sintaxe. Este ponto, com certeza o mais complicado, requere uma análise demorada, onde deveríamos revisar a colocação dos pronomes, as proposições que aparecem por influência do castelhano e um longuíssimo etc.

Em resumidas contas, o único jeito de desnormalizar o castrapo, é abrir uma segunda via que permita as galegas e os galegos ouvir um galego diferente, um galego cada vez menos habitual e muito benéfico para mantermos o que é de nosso. Umas instituições realmente preocupadas pela língua, focariam os esforços numa convergência parcial ou total, onde fariam mais sentido os diferencialismos, mas na situação atual, o modo de obrar das instituições é totalmente errado. Estamos ante uma incapacidade não qualitativa, mas de visão, estamos não ante uma total irrelevância no seu trabalhar, mas ante uma ótica e uma focagem de prioridades errada. Cumpre nos esforçarmos e cumpre um trabalho em conjunto e agora. Cada minuto perdido deixa mais longe a possibilidade de uma recuperação. Que é mais importante, o ideologia/identidade individual ou a recuperação coletiva do nosso bem mais prezado? Falemos com a língua.

Subordinação propositada de aberta incoerência.

Eis aqui um artigo que analisa, com total claridade, o trabalho da RAG em codificação linguística. Os encarregados das escolhas lexicográficas desfrutam fazendo da nossa língua as ruínas da sua incompetência manipuladora e da sua propositada submissão diglóssica fruto de preconceitos ideológico-identitários.

O professor Carlos Garrido, vem de publicar o artigo que vem a seguir, mas também tem outros de igual ou superior importância. Quem estiver interessado em saber mais sobre este grande profissional só tem de fazer uma pesquisa pela rede:

https://www.nosdiario.gal/opinion/carlos-garrido/incoerencias-subordinadoras-libertarom/20201104204012108299.html?fbclid=IwAR3V8n-xrz8jOFajm5I2d6gIDzmVdCVVMK1zG3OufElO7SP21TP-E2XHrAE

Ricardo Carvalho Calero ou a história do galego

Eis aqui um vídeo do professor e catedrático Xosé Ramón Freixeiro Mato. Podemos ver como funcionou a nortivização do galego através da manipulação de diversos indivíduos envoltos na política da época e herdeiros da maquinária franquista. Um claro exemplo é o do Filgueira Valverde como caso extremo e do próprio Piñeiro como ponto de adatação ao regime. Em resumidas contas, o galego ficou em castelhano porque estas pessoas, e as que hoje sentam ao redor das suas heranças, mantêm a sua decadência e a sua hibridação a mantenta para acabar com ela, à vez que vivem das suas ruínas.

Dialetalismos e Diferencialismos

Devido à fragmentação dialetal do galego produzida pelo isolamento da população galega a respeito da portuguesa e, simultaneamente, das diversas localidades galegas entre si, a fala das diferentes zonas segue um rumo diferente, heterogéneo.

Enquanto Portugal estudava a sua língua e elaborava as suas normas (primeira gramática datada no século XVI), a Galiza, sem rei nem autonomia política de si, fica sem normativizar o galego até a década de 70 do século XX. Isto, sem obviar a censura linguística e o silêncio imposto durante séculos pelos que nos conquistaram e governaram. Como não é este o lugar para falarmos desta história, cujas origens e desvios pertencem ao campo da historiografia, continuaremos, pois, com o relevante e fundamental desta lição.

O galego sobrevive graças ao uso que lhe davam classes baixas, pois as altas foram substituídas ou se ajoelharam ante o poder estrangeiro que os dominara, esquecendo a língua dos seus antigos. Esta gente, à que lhe temos de agradecer termos, de momento, língua própria, mantinha em cada lugar as suas formas tradicionais e certas derivas que se deram com o passar do tempo. Isto é, cada zona tinha -e tem- léxico próprio, formas sintáticas, pronúncia etc. O que acabamos de afirmar cumpre-se tanto dentro da Galiza com as variedades internas, como com as externas fora dos limites geográficos da atual Galiza.

As teimas dos que tomaram o poder da normativização do galego e que se estabeleceram no poder institucional, impondo o seu critério e não atendendo a conselhos nem opiniões externas fora do seu círculo, decidiram preferenciar determinado léxico, determinada morfologia etc. É dizer, um modelo de galego segundo as suas preferências pessoais. Este galego consiste em escolher, sempre que puderem, palavras que só existam na Galiza. Isto é, de termos 5 termos galegos e de partilharmos 3 com o resto de territórios supranacionais, eles escolhem os dois diferentes. Este tipo de atitude, somada ao medo das pessoas de cair em castelhanismos, levam ao uso preferente e excessivo de diferencialismos. Os diferencialismos são palavras, neste caso galegas, que não coincidem com o galego falado no resto do mundo, só próprias de certos lugares da Galiza ou da sua prática totalidade.

Para pormos alguns exemplos e compreender o que acontece:


Dedicar/adicar: “Dedicar” é o verbo com mais sucesso dentro e fora da Galiza, tanto dentro do nosso romance, como no vizinho (castelhano). Ao existir a forma adicar, ainda que minoritária, muitas pessoas tendem a utilizá-la por medo a que “dedicar” seja um castelhanismo, quando não o é.
Desde/dende: Neste caso, ambas as formas são totalmente galegas, mas há um uso preferente da forma “dende” por cima de “desde”, podendo levar aos utentes da nossa língua a cair no problema anteriormente mencionado. É necessário informar e eliminar dúvidas deste tipo. O uso de qualquer destas formas é totalmente válido. Porém, também é necessário salientar que “dende” é uma forma que unicamente se utiliza na Galiza, por enquanto, “desde” é a utilizada no resto de países que falam a nossa língua e mesmo tem uso no romance central.
Raposo/golpe: Para os que não morem na zona de Lugo onde se utiliza “golpe”, o habitual é utilizarmos a forma “raposo”. Esta, para além de muito viva na oralidade, ainda faz parte de antropónimos. A primeira das palavras é utilizada por todos os utentes da nossa língua, a segunda por alguns muito específicos, como era o caso de “adicar” antes de se estender. Ambas as formas são corretas, mas quem utilize a segunda, deve saber também da existência da segunda e que esta é utilizada no resto do mundo. Não é bom deixar de utilizarmos uma forma por não ser coincidente se é o que está vivo na nossa zona, mas também não é bom desconhecer o que se passa fora da nossa casa.

Os dialetalismos são palavras próprias de zonas específicas da Galiza ou do resto de países que falam na nossa língua. A questão é que, como as instituições da Galiza querem viver das subvenções e outros lucros, não podem admitir que as demais variedades da sua língua são tal. Por isso dizem que estamos ante línguas diferentes. Em lugar de lhe chamar dialetalismos as formas próprias de zonas de Portugal, por exemplo, eles chamam-nas de “portuguesismos” ou “lusismos”, estabelecendo uma barreira política por meio, como se as línguas atendessem a critérios geográficos e não filológicos. De querermos criar barreiras, poderíamos também falar de “lugosismos”, “ourensanismos” ou mesmo “marinhismos”, já que estamos.

Em conclusão, qual é a diferença entre diferencialismos e dialetalismos? De fazermos esta questão, devemos reparar no anteriormente comentado. Há léxico em comum com todos os países da nossa fala, com uma coincidência que excede o 90% e temos menos de um 10% de palavras exclusivas galegas. Esse 10% de palavras são os diferencialismos a respeito da nossa língua em toda a sua abrangência e, dentro desse número pequeno de palavras, estão os dialetalismos próprios de cada zona. É negativo usar diferencialismos ou dialetalismos? Não, obviamente não o é, é positivo porque conservamos o acervo linguístico. Porém, é necessário refletirmos sobre a língua e depararmos em que, se saímos de casa, vamos ter de mudar certas formas próprias da nossa zona. Isto não ocorre só na Galiza, mas de visitarmos Portugal, o Brasil, ou qualquer outro sítio que tenha outra variedade linguística. É por tudo isto que a língua galega deveria de ser ensinada como o que é, uma enorme língua sem limites geográficos, uma língua diversa e variada, útil e necessária, tanto para nos comunicarmos entre nós, como para nos comunicar com pessoas fora do nosso círculo habitual.

Conhecermos a nossa língua dá-nos poder e permite-nos fazer escolhas à hora de falarmos ou escrevermos, ajeitando-nos a situações e lugares. Neste sentido, sabendo qual é o uso habitual das nossas palavras serve para melhorar a nossa comunicação, os nossos conhecimentos e amplia muito o nosso léxico, para além aprendermos estruturas sintáticas comuns noutras zonas ou mesmo que se estão a perder em galego, já que a proximidade do castelhano também está a afetar às estruturas sintáticas da nossa língua. Infelizmente, não há ser esta publicação na que fale deste outro tema. Abramos a nossa mente, façamos caminho e futuro.

Para nos fazermos ouvir, fazermos futuro.

Dizia minha avó, que em paz descanse, “não te signifiques”, chegada a hora das eleições. Ela queria dizer, como pudestes entender, “que ninguém saiba a quem é que ides votar”. Um silêncio ante o medo de acharmos o nosso lugar reduzido por uma ideologia, por um pensamento, por uma escolha. O medo da não aprovação ante uma maioria social.

Pois bem, para nos fazermos ouvir, temos de nos posicionar, temos de ser conscientes da nossa situação e obrar em consequência. Não podemos ter a constante preocupação de se todo o mundo vai aceitar o caminho que achamos junto e necessário. Temos de ter confiança e fôlegos a bondo para carregar com as nossas decisões.

A nossa história social, literária, tem demonstrado que existe um ciclo constante no tempo, que somos uma constante repetição. Os movimentos sucedem-se em confronto com movimentos anteriores, as tradições são conservadas, modificadas ou desaparecem. Com isto queremos dizer, que sermos rebeldes e nos fazermos ouvir é a nossa natureza.

Pode que durante a nossa história tenhamos perdido muitas vezes, pode que a constante derrota que nos atribuem os que escrevem os livros de texto onde aprendemos quem fomos, determina o que somos e o que seremos, mas não tem de ser assim. Devemos acreditar num futuro onde as nossas escolhas façam a diferença, onde sejamos capazes de materializar os nossos desejos.

Se algo temos de aprender da nossa história, é que um evento pode alterar a nossa perceção do mundo, pode mudar os limites geográficos, os limites linguísticos, o estado económico e social. Nós somos a nossa história e estamos a escrevê-la com cada juízo, com cada deliberação. Não podemos permitir que nos calem e que nos tirem o direito a fazermos futuro.

Se ainda acreditamos em que somos donos e não servos da nossa sina, se ainda praticamos o livre exercício da crítica, se ainda somos capazes de questionar o nosso estado, se ainda mantemos a esperança, se ainda temos aços para nos manter erguidos ante a chuva que nunca se apaga, teremos um amanhã. Só não teremos um amanhã se acharmos que somos os vencidos, os sem voz, os sem terra, os sem língua.

Aqui e agora, acreditais no nosso, no vosso futuro? É o momento de nos significar, porque não semantizar a nossa existência é o mesmo que não tê-la, é o mesmo do que não ser. Sejamos para sermos, sejamos para ter futuro.

Como começar a (re)integração do galego na casa comum do romance atlântico

O académico e professor Martinho Montero Santalha partilha no seu perfil da página Academia.edu muitos materiais de grande interesse. O elenco de ensaios atende a temáticas variadas, entre as que podemos achar estudos medievais ou mesmo documentação relativa ao reintegracionismo, entre outros.

Um dos documentos que achamos no seu arquivo é o seguinte:

https://www.academia.edu/10124059/Explica%C3%A7%C3%B5es_sobre_alguns_pontos_das_Orienta%C3%A7%C3%B5es_para_a_escrita_do_nosso_idioma_1982_?fbclid=IwAR25d7IXr3zxVGC8w-XSwR3N_DnVU2bQ7BAiLSGG1AMtCUzW1MRv6EfRVzc

“Orientaçons para a escrita do noso idioma”

Neste sintético escrito aparecem as noções básicas para começar a nossa integração ortográfica. Temos de ter em conta a longa data do panfleto, pois a ASPG que tinha avançado face a reintegração do idioma abandonou o seu caminho para se ajeitar aos tempos do decreto impositivo (Filgueira Valverde). Hoje escrevem o seu galego em castelhano.

Observemos as anotações:
Uso do LH, NH/MH, G/J, B/V, Z e uso de traço.

Achamos que o primeiro caminho na situação atual seria uma ponte que permita aderir a novos jeito de ver e perceber a língua, que rompam preconceitos e aumentem o interesse em manter o que é de nosso. O Binormativismo, iniciativa elaborada pela AGAL, parece ser o mais acaído nos tempos em que estamos. É uma forma de transitar entre as duas normas do galego, de dar liberdade de uso aos indivíduos para aprender e utilizar o galego que lhes resulte mais cómodo ou coerente, questão não pouco importante e que agora mesmo é impossível, pois só a norma da RAG aparece no ensino, por enquanto a da AGAL é um exercício de aprendizagem individual e autodidata. Ainda assim, os utentes da norma AGAL são cada dia mais e mais diversos, ganhando espaço desde a invisibilidade em que foi colocado o seu trabalho.
Sem dúvida, achamos que o caminho é dar escolhas, as pessoas hão ser quem realmente marquem o leme, pois a língua é sua, nossa.

Blogues para lembrar

Cada vez que achar ou lembrar um blogue de interesse, com dados de utilidade e valor, hei pôr nestes lares a sua ligação. O primeiro deve ser, sem dúvida, o de https://lusopatia.wordpress.com/, um blogue cheio de curiosidades linguísticas que podem ser de grande utilidade para quem estudar português. O melhor do blogue é estar dirigido e redigido por uma galega de muito saber, que sempre há ter em consideração os falsos amigos e outros erros nos que facilmente podemos cair os galegos por culpa da influência do castelhano. Não há melhor forma de purificar o nosso galego do que atendendo às dicas deste imprescindível arquivo.

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